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Notícia

Oficina debate formas de manejo da fauna silvestre e ações estratégicas dos brigadistas no combate ao fogo

Khelven Castro

No quarto e quinto dia de oficina, foram discutidos o manejo da fauna silvestre, ministrado pelo Dr. Armando Calouro, ecólogo e professor da Ufac; ações estratégicas dos brigadistas no combate a queimadas/incêndios e resgate de fauna em Unidades de Conservação Federais no Acre, ministrada por Flúvio Mascarenhas, Analista Ambiental do ICMBio.

Ações de planejamento participativo do manejo do fogo e a importância do manejo como conservação e preservação para que as espécies não entrem em extinção, foram pautas nesses dois dias.

De acordo com o Flúvio Mascarenhas, Analista Ambiental do ICMBio, a partir de 2013, a preocupação para acabar com fogo em Unidades de Conservação – Ucs, eram nítidos. Com isso, brigadas de incêndios foram criadas com o intuito de conter a atividade do fogo nas unidades locais. Tudo isso pensando em evitar que aconteça um novo 2005, com aproximadamente 65.000 ha de área queimada. O impacto de áreas queimadas vai além de pastagens e áreas baixas, e deve-se pensar quantas espécies foram afetadas nesses 65 mil ha.

Em 2006 foi criado um grupo de trabalho com reuniões anuais, “Iniciativa global para o manejo do fogo”. A partir daí foi criado um “Triangulo do Manejo Integrado do Fogo”, que consiste em: Prevenção, supressão e uso do fogo.

Formas de Manejo da fauna

Há vários tipos de manejo que auxiliam nos métodos utilizados para preservação desses animais, são eles: o manejo de produção de animais, que envolve uma cadeia reprodutiva e/ou consumo, o manejo de controle, que não prioriza o uso da espécie, mas foca no controle populacional. O manejo para preservação, que mantem um serviço ecológico, focado em recuperar ou manter esses animais. E para que todos esses trabalhos se desenvolvam com excelência é necessário um monitoramento da fauna.

O Dr. Armando Calouro, ecólogo e professor da Ufac ressalta que “os animais resgatados ou apreendidos entram em processo de quarentena antes de estarem aptos para a soltura na natureza. É preciso tomar alguns cuidados, os animais devem ser avaliados e tratados. É necessário ainda checar se o animal possui condições adequadas para voltar a natureza. A adaptabilidade do animal, checar se esses animais resgatados em atividades do fogo não sofreram consequências que dificultem sua volta a natureza, como a perda de membros do corpo”.

Mesmo que de forma indireta, o fogo traz efeitos sobre a fauna, seja pelos ferimentos, fumaça, fragmentação do habitat ou favorecimento de adoecimento.
Para isso, no Acre, todos os animais silvestres ou encontrados em situação de risco, devem ser encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS, para que possam receber os devidos cuidados de profissionais qualificados.


Sobre a Oficina de Fauna

Realizada pela SOS Amazônia em parceria com o WWF – Brasil, a iniciativa tem por objetivo construir mecanismos e aperfeiçoar processos relacionados com os cuidados e procedimentos de resgate da fauna, bem como sobre a redução do impacto negativo do fogo sobre a fauna silvestre.

Colaboradores

Com a colaboração de diversas instituições (SEMA-AC, UFAC, Corpo de Bombeiros – Ac, Batalhão de Policiamento Ambiental – Ac, IBAMA – CETAS, ICMBio, Ministério Público do Estado do Acre - CAOP-MAPHU e o Instituto Federal do Acre – IFAC), será criado um roteiro metodológico para que sirva como base para o trabalho de instituições/organizações governamentais e da sociedade civil.