Para promover a troca de conhecimentos e experiências sobre restauração florestal, a SOS Amazônia promoveu um intercâmbio regional com 28 famílias de Marechal Thaumaturgo, da Reserva Extrativista do Alto Juruá. Como parte da atividade, foram organizadas, nos dias 28 e 29 de março, duas visitas em outras comunidades que já possuem experiência de agrofloresta e comercialização dos produtos da sociobiodiversidade.
No primeiro dia, as famílias visitaram a comunidade Novo Horizonte, do município de Guajará, no Amazonas, onde já é feito o cultivo de agrofloresta desde 2015, tendo o cacau silvestre como principal componente produtivo. Os participantes puderam acompanhar todo o processo de pós-colheita e beneficiamento do cacau, incluindo a quebra, fermentação e secagem, além de dialogarem sobre oportunidades de comercialização com a parceira Luiza Abram. A programação também incluiu uma roda de conversa sobre o histórico da implementação dos sistemas agroflorestais na comunidade, além da visita às áreas produtivas.
No primeiro dia, as famílias visitaram a comunidade Novo Horizonte, do município de Guajará, no Amazonas, onde já é feito o cultivo de agrofloresta desde 2015, tendo o cacau silvestre como principal componente produtivo. Os participantes puderam acompanhar todo o processo de pós-colheita e beneficiamento do cacau, incluindo a quebra, fermentação e secagem, além de dialogarem sobre oportunidades de comercialização com a parceira Luiza Abram. A programação também incluiu uma roda de conversa sobre o histórico da implementação dos sistemas agroflorestais na comunidade, além da visita às áreas produtivas.
No dia seguinte, o intercâmbio seguiu para o Polo Agroflorestal de Rodrigues Alves, no Acre, para uma experiência com enfoque na diversidade produtiva. Foi promovida a visita a uma área consolidada e outra em implantação, com cultivo de espécies como pupunha, abacate, cupuaçu, limão, açaí, aguano, cedro, copaíba e mamão. Foram compartilhadas informações sobre o histórico da área, estratégias de produção e comercialização, incluindo a venda em feiras locais e o fornecimento para programas institucionais como o PAA e o PNAE.
O intercâmbio foi desenvolvido como forma de evidenciar a importância da troca de experiências e conhecimentos entre comunidades, permitindo que as famílias participantes entrassem em contato com diferentes modelos de restauração florestal. Sobre a relevância da prática, a técnica da SOS Amazônia, Elizana Araújo, acompanhou a atividade e destaca como a vivência aumenta o repertório técnico das famílias produtoras: “contribui para a adoção de práticas mais sustentáveis, produtivas e adaptadas à realidade local”, completa.
A jovem Maria Jamila Santos, da Vila Restauração do Rio Tejo, esteve no intercâmbio e relata como a experiência foi enriquecedora e trouxe novas oportunidades de trabalho no futuro. “Lá onde eu moro, a gente costuma plantar geralmente o café, a macaxeira, o cupuaçu, o milho, o abacate. E com esse intercâmbio, a gente vai levando muito conhecimento e eu creio que a gente vai começar a plantar outros tipos de alimento, por exemplo, o cacau e o açaí”, relata.
Restaura Juruá
A SOS Amazônia desenvolve essas ações no contexto do projeto Restaura Juruá - Sustentabilidade e Protagonismo Comunitário, implementado pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Amazônia. O objetivo da iniciativa é promover restauração florestal de paisagens na Reserva Extrativista do Alto Juruá, no Acre, contribuir com conservação ambiental, o fortalecimento socioeconômico das comunidades agroextrativistas e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
A proposta visa restaurar 250 hectares de áreas alteradas através de uma abordagem participativa e integradora, utilizando práticas de base agroecológicas, como sistemas agroflorestais (SAF) e estratégias de Regeneração Natural Assistida (RNA), para beneficiar diretamente 180 famílias em seis comunidades polos.
Restaura Juruá
A SOS Amazônia desenvolve essas ações no contexto do projeto Restaura Juruá - Sustentabilidade e Protagonismo Comunitário, implementado pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Amazônia. O objetivo da iniciativa é promover restauração florestal de paisagens na Reserva Extrativista do Alto Juruá, no Acre, contribuir com conservação ambiental, o fortalecimento socioeconômico das comunidades agroextrativistas e mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
A proposta visa restaurar 250 hectares de áreas alteradas através de uma abordagem participativa e integradora, utilizando práticas de base agroecológicas, como sistemas agroflorestais (SAF) e estratégias de Regeneração Natural Assistida (RNA), para beneficiar diretamente 180 famílias em seis comunidades polos.