A Amazônia continua sob forte pressão. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, a degradação ambiental atingiu 2.376 km², enquanto o desmatamento somou outros 1.949 km², segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). A retirada crescente de cobertura natural representa uma ameaça constante para o equilíbrio ecológico. Perda de biodiversidade, ameaça à nascente de rios, destruição do habitat natural de diversos animais, intensificação dos efeitos das mudanças climáticas são algumas das consequências que a destruição ambiental traz para o planeta.
A SOS Amazônia reafirma sua atuação em defesa da biodiversidade na Amazônia com o lançamento de uma nova campanha focada em doações internacionais. O objetivo é arrecadar US$ 280 mil para adquirir e preservar permanentemente uma área de 45 hectares de floresta amazônica no Acre, garantindo a proteção da biodiversidade local, de uma nascente e do entorno do Viveiro SOS Amazônia, responsável pela produção anual de cerca de 450 mil mudas de espécies nativas.
Confira 5 motivos para colaborar com essa campanha e fazer parte do movimento de proteção da Amazônia.
Ao colaborar com a campanha, você ajuda a SOS Amazônia a adquirir uma extensão de floresta de 45 hectares no município de Capixaba, no Acre, próximo ao Viveiro SOS Amazônia. A área está localizada em uma região que sofre constante ameaça de degradação ambiental pela derrubada de árvores para pasto, por isso, a aquisição das terras é tão importante. Com a aquisição da área, a SOS Amazônia poderá garantir sua conservação permanente, mantendo a floresta em pé e protegendo seus ecossistemas.
Com a derrubada da floresta, não são só os humanos que sofrem as consequências, os principais afetados são aqueles que vivem nela. A derrubada da floresta significa a perda de habitat, redução da oferta de alimentos, isolamento das populações animais, diminuição da diversidade genética e aumento dos conflitos entre fauna e seres humanos.
Preservar as florestas é também preservar a subsistência da vida selvagem e o equilíbrio ecológico dos ecossistemas. As diversas espécies da fauna executam serviços ecossistêmicos como controle de pestes, polinização, fertilização dos solos, purificação da água e muitos outros que são essenciais para o meio ambiente.
Uma nascente, ou cabeceira, é onde um lençol subterrâneo atinge a superfície e dá origem a um curso d'água. Para ter o recurso natural em quantidade e qualidade apropriadas para consumo, é essencial que as nascentes sejam preservadas por meio do controle de erosão do solo, barreiras vegetais de contenção e evitar contaminações químicas e biológicas.
Algumas das principais ameaças às bacias de cabeceiras são o desmatamento, as queimadas – extremamente nocivas por destruir a matéria orgânica e dificultar a infiltração no solo, pastoreio intensivo e mal uso do solo que resulta em compactação do solo, erosão e assoreamento.
Por entender a importância de preservar as fontes de água, um dos objetivos da campanha envolve a proteção da área de floresta que abriga uma nascente local. Ela é essencial para abastecer rios e igarapés e garantir o fornecimento hídrico da população, mesmo em épocas de estiagem.
O equilíbrio climático depende da manutenção de processos naturais que regulam a temperatura do planeta, o ciclo das chuvas e a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Já as principais ameaças a esse equilíbrio envolve principalmente atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.
Como consequência do desequilíbrio climático, se observa o aquecimento global, com aumento da temperatura média mundial que gera o derretimento das geleiras e aumento do nível do mar; eventos climáticos extremos, como ondas de calor, estiagens intensas, inundações, incêndios florestais; impactos nas atividades produtivas, como agricultura, e afeta a segurança alimentar da população. Defender o equilíbrio do clima é essencial pois é por meio dele que é possível ter ecossistemas saudáveis e uma média de temperatura global que permita a existência de vida.
As florestas são essenciais para a manutenção do equilíbrio do clima, com as funções de armazenar carbono, refletir calor, reter água da chuva e, no geral, atuam como reguladores térmicos e purificadores naturais.
O Viveiro SOS Amazônia foi inaugurado em 2023, em comemoração dos 35 anos de fundação da ONG. Localizado no município de Capixaba, no Acre, a estrutura foi construída para fortalecer as atividades de restauração florestal com a produção de mudas de espécies florestais, frutíferas e palmeiras.
Com espécies como castanheira, copaíba, mogno, seringueira, cacau, café, açaí e muitas outras, o viveiro tem capacidade para produzir 450 mil mudas por ano, que são utilizadas para implantação de agrofloresta em áreas de reflorestamento. Através da proteção da floresta próxima ao viveiro, será possível contribuir com a conectividade ecológica a longo prazo e garantir a continuidade dos processos de conservação e restauração já em curso.
Cada contribuição representa um passo concreto para manter a floresta em pé, proteger a biodiversidade, conservar recursos hídricos e fortalecer ações de restauração florestal na Amazônia. Ao apoiar a campanha Protect the Amazon Rainforest, qualquer pessoa pode fazer parte desse movimento global de conservação.